Bem vindo a Tamitzaa!

"Os últimos dias de Tamitzaa"!

Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 30 Dec 2010, 14:59

++Inicio da transmissão++

++30450.M41++
++Pensamento do dia: Uma mente desconfiada é uma mente saudável.++


+++Desencriptador astropático++++++++++++++++++++++++++++++++++++ +++Estação Orbital Marmoria++++++++++++++++++++++++++++++++++++ +++Almirante Ipstus+++++++
+++Almirante a picto captura inclusa foi captada por nossos sistemas automatizados de vigilância +++Aparentemente uma frota de crusadores ostentando iconografia da legião proscrita dos Iron Warriors acaba de adentrar o sistema através do conduíte da warp xxxxxxx. +++Aguardamos instruções sobre como proceder. +++Desencriptador astropático++++++++++++++++++++++++++++++++++++

++Fim da transmissão++

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Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 04 Feb 2011, 18:06

Planeta Mirella
Las Estrelas

O matraquear dos autocannons e heavy bolters havia sido constante durante grande parte do dia e o silêncio que agora envolvia o espaço porto parecia de alguma maneira sobrenatual. De repente era como se a guerra incessante fosse a norma e esse breve momento de paz uma aberrante exceção.

Sentado na opulenta poltrona que outrora pertencera a El Jefe, Tirus analisava as informações recebidas dos times Deathwatch em ação no planeta no dia anterior. Seu semblante denunciava que a situação era grave.

A sala de comando do espaço porto em nada lembrava sua antiga decoração. Todos os troféus, logs de serviço e mobília decorativa haviam sido atiradas nos destroços ainda flamejantes da espaçonave com que Piovo Sliutare pretendia fugir do planeta. O único item de mobília de seu ocupante anterior a permanecer na sala de comando era o armário refrigerado onde se acomodavam garrafas de amasec oriundas dos mais variados pontos da galáxia conhecida. E algumas outras beberagens de locais desconhecidos da humanidade. Era inegável que Piovo tinha bom gosto para bebida pensava consigo mesmo o inquisidor enquanto abandonava os relatórios sobre a mesa e sorvia um pouco mais da bebida em seu cálice.

Passos apressados no corredor voltaram a atenção de Tirus para a porta. “3, 2. 1 ...” começou a contar mentalmente o Inquisidor. Ao final da contagem vieram as firmes batidas na porta. “Preciso como somente um astartes poderia ser” saudou Tirus enquanto Fastus entrava na sala “Quais são as noticias capitão?” indagou o Inquisidor.

“Recebemos um comunicado do Irmão Artemeon... Eles estão a caminho senhor e sua chegada é estimada em 3 ciclos. O combate às criaturas continua... os inibidores sinápticos e reprodutivos perderam completamente o efeito. Diversos ninhos foram encontrados... tivemos ajuda para lidar com alguns deles”.

“Ajuda?” perguntou Tirus com uma expressão desconfiada, denunciada pelo peculiar arqueio de sua sobrancelha esquerda.

Eldar meu lorde. Um time deles investiu contra diversos ninhos na faixa sul. Embora tenham tido algum sucesso seu último ataque foi frustrado... O ninho atacado por eles estava sob o comando de um Hive Tyrant bastante perspicaz. Variedade Rinus-15 senhor”.

Sobreviventes?” continuou Tirus.

Poucos em ambos os lados. Os Eldar retiraram-se pouco antes de intervirmos. O Tirano foi abatido em batalha... não tivemos dificuldade em eliminar os organismos restantes”.

Os Tau?

Retiraram-se do planeta após a investida da XXXXXXXXX (deletado pela Inquisição =][=)”.

Foi confirmado que se tratavam mesmo de space marines da XXXXXXXXX (deletado pela Inquisição =][=)?”

Não meu lorde. Ainda estamos tentando desencriptar as imagens obtidas pelo time de batedores

Ótimo capitão. Pode retomar seus afazeres. Aguardarei o relatório noturno no horário costumeiro” respondeu Tirus dispensando o capitão da Deathwatch com um meneio de sua mão direita. Sua mão esquerda buscava o conforto do cálice de amasec.

Algo mais?” perguntou o Inquisidor ao perceber que Fastus continuava na sala.

Sim senhor” foi a resposta do space marine. Seu cenho franzido denotava a seriedade do que quer que tinha a informar “Recebemos esta mensagem” continuou enquanto entregava o processador de dados portátil ao Inquisidor.

++Inicio da transmissão++

++Blessed is the mind too small for doubt++

++Desencriptador astropático+++++++++++++++++++++++++++++++++++

++Para todas as forças ainda leais ao Imperador atuantes em Tamit-Zaa+++++++++

++protocolo de autenticação alfa omega beta++Guarda Imperial++++

++Irmãos em armas++Aqui é o General Demethrius Sulla++Comandante das forças imperiais em Lyra triplamente condecorado pela defesa em Valtus III++Excelso pretor++Águia do Imperador+++++
++Esta é uma convocação de prioridade Omega++O maldito Damien Gruss rebelou-se contra a autoridade imperial++Nossas naves foram completamente destruídas++Necessito de auxilio para evacuação++Espaço Porto foi tomado pelos rebeldes++Titans avançando contra nossa posição++Auxilio imediato+++Morrer++Matar++

++Gen. Demethrius Sulla++

++autenticação pessoal OMEGA OMEGA KAPPA++

++Fim da transmissão++


Os códigos conferem Fastus?” perguntou o Inquisidor enquanto colocava o processador de dados sobre a mesa.

Sim senhor. Os desencriptadores confirmam a validade de todos os códigos de autenticação da mensagem... todos os protocolos conferem e apontam sua veracidade”.

Porquê a expressão tão séria então meu caro” depois de tantos anos com um homem a seu serviço Tirus podia ler o capitão tão facilmente como a mensagem a sua frente “Sulla é o homem certo para combater qualquer insurreição. Sua mensagem reflete a constante sede por holofotes desse homem. Ainda assim o Genral é um guerreiro competente. Deixemos que a Guarda Imperial julgue seu sucesso ou seu fracasso, de qualquer maneira Sulla poderá culpar somente seu ego inflado... temos nossos próprios monstros para enfrentar aqui”.

Por causa disto senhor” respondeu Fastus enquanto recuperava o processador de dados sobre a mesa selecionando a opção “áudio” e apertando o botão “executar”.

Inicialmente ouvia-se somente estática enquanto a máquina desencriptava a mensagem oculta na missiva original, depois de algum tempo a estática foi substituída por um sussurro, uma voz espectral e claramente maligna, onde se podia inteligir “Come...come...die...death...come...” antes que os sussurros novamente virassem estática.

A expressão de Tirus mudara uma vez mais. Alguém que não conhecesse o espírito indômito e vontade férrea do Inquisidor poderia confundir aquela expressão com medo. Fastus também sabia ler o Inquisidor a quem servia a pouco mais de setenta anos... Tirus estava apreensivo.

Retransmita esta mensagem para os colegas do Ordo Malleus Fastus... inclua meus códigos de autorização e alta prioridade... traga-os aqui para que eu os gene-autentique antes de transmiti-los” comandou o inquisidor enquanto repousava o queixo sobre o punho direito cerrado.

Algo mais meu lorde?” indagou Fastus enquanto fazia menção de retirar-se da sala.

Sim Fastus. Envie uma mensagem para Artemeon colocando-o a par da mensagem de Sula e do conteúdo oculto. Desvie os times de extermínio dele para investigar os acontecimentos em Lyra. Diga para que leve os operativos do Oficio Assassinorum consigo... Diga a Artemeon que ele tem total autoridade para lidar com a situação que se apresentar. Purgatus Extremis.”

Sim senhor” respondeu o capitão enquanto se retirava da sala.

A porta se fechou suavemente após a saída do capitão da Deathwatch. O silêncio sepulcral era uma vez mais a companhia de Tirus enquanto ele contemplava os últimos acontecimentos.
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Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 16 Mar 2011, 04:17

Mirella – Tamit II
“Las Estrelas”

A figura do Lorde Inquisidor Tirus destoava do quadro geral de frenética atividade do espaço porto. De pé, mãos cruzadas nas costas, Tirus observava a lenta partida de mais um transporte orbital. Era o décimo quinto desde o inicio das atividades naquela dia e muitos outros sucederiam a este levando a população civil de colonos para as barcas de batalha estacionadas em órbita e dali para a segurança de outros mundos imperiais.

Mais do que qualquer outro ali Tirus entendia a vital necessidade de retirar o maior número possível de colonos do planeta, não por altruísmo, bondade ou uma tola noção humanitária. O Império tinha bilhões de almas a seu serviço e as vidas dos colonos de Mirella pouco importavam no grande esquema do Imperador. Porém era primordial naquele momento negar aos Tyranids a tão preciosa biomassa de que necessitavam para se multiplicar. A rica cobertura vegetal do planeta só poderia ser absorvida mais tarde com a chegada das naves do enxame, sendo assim a biomassa mais prontamente disponível para consumo pelos alienígenas era a população humana do planeta motivo pelo qual se fazia tão premente a evacuação.

Por enquanto o número de organismos Tyranid no planeta ainda era gerenciável. As incursões diárias dos times Deathwatch estavam conseguindo reduzir significativamente o número de ninhos contendo assim o avanço dos xeno. Além disso, uma pequena força de Eldar identificados como pertencentes ao mundo nave de Alaitoc estava combatendo sistemática e reiteradamente os Tyranids, em especial um grupo liderado pelo Hive Tyrant pertencente à cepa Rinus-15. Embora ainda não tivessem conseguido uma vitória significativa os Eldar contribuíam para atrasar o avanço Tyranid.

“Senhor?” A voz familiar do capitão Fastus interrompeu as divagações de Tirus.

“Sim capitão?” respondeu Tirus sem desviar sua atenção do transporte orbital, agora somente um ponto brilhante no firmamento, “Quais são as novas meu caro?”.

“A Thunderhawk transportando o time do irmão capitão Artemeon se aproxima meu lorde!”.

“Sigamos até ele então... anseio por ouvir noticias de Lyra” respondeu uma vez mais Tirus encaminhando-se para a doca de aterrissagem de número sete, mantida separada das demais e para uso exclusivo do Inquisidor e daqueles que estavam a seu serviço.

O tempo havia avançado desde que o Inquisidor tinha começado a observar a partida dos transportes orbitais e a noite começava a recobrir Mirella. Não que as noites ainda fossem tão escuras quanto antes, a atividade anômala de Tamit havia tingido as noites do planeta e o céu noturno havia adquirido uma tonalidade avermelhada. Nesta noite em especial os céus pareciam ter sido banhados em sangue, certamente um mau augúrio pensou Tirus, enquanto caminhavam até seu destino.

“Que mais tens para reportar capitão?” perguntou Tirus. A doca 7 ficava a uma boa distância das demais e já que teriam de caminhar até lá era melhor empregar o tempo despendido no percurso em algo útil. Assim deve funcionar a mente de um Inquisidor, sempre ativa, pensava Tirus. De fato a mente do Inquisidor fervilhava. Dias já haviam se passado desde a última vez em que o Inquisidor havia se dado o luxo de sorver um copo de amasec acomodado em seu “estúdio” na sala de comando de “Las Estrelas”. As pequenas doses diárias de Hypex não constituíam luxo, ou traziam consigo qualquer sensação de prazer, eram uma necessidade uma vez que sem elas o Inquisidor jamais conseguiria manter-se desperto para organizar a defesa do planeta. Assim justificava-se perante si mesmo e sua consciência o Inquisidor.

“Os times continuam inseridos em campo senhor. Os relatórios enviados continuam apontando que o avanço dos organismos fugitivos está sendo contido. Ninhos continuam a ser encontrados, porém os organismos não conseguem biomassa suficiente para se reproduzirem em maior número ou mesmo produzir criaturas maiores. No entanto ainda não encontramos o espécime alfa. Além disso acreditamos que elementos de vanguarda de pelo menos dois enxames diferentes já tenham sido atraídos até o planeta”.

“O sinal sináptico do espécime alfa” balbuciou Tirus, mais divagando que respondendo ao Space Marine.

“Sim senhor. Um dos enxames exógenos presente no planeta vem sendo acossado por Eldars de Alaitoc. Uma pequena força tarefa, da qual já tínhamos conhecimento, continua bastante ativa no planeta senhor, porém um relato enviado pelo time Amarus denuncia a presença de elementos xeno de outros mundos nave ainda não identificados no planeta. Uma força conjunta deles defendeu a retaguarda da 28ª Companhia Damoriana enquanto estes evacuavam civis em Mirólia”.

“Tyranids tão ao sul Fastus?”

“Sim senhor. Tyranids e Orks” respondeu Fastus. Realmente as noticias não eram encorajadoras. Desde que os times Deathwatch haviam começado a atuar cabia a ele como capitão e subalterno direto do Inquisidor filtrar os relatos recebidos dos times inseridos em campo e embora os times estivessem tendo sucesso na contenção e eliminação dos Tyranids engajados em combate o mesmo não podia ser dito dos esforços da Guarda Imperial. Ocupados com a evacuação os soldados da Guarda lutavam uma guerra em dois fronts e acabavam não fazendo uma coisa nem outra. Tal pensamento podia ser considerado heresia entre outros membros da Deathwatch mas Faustus sabia que se os Eldar não tivessem intervido na evacuação de Mirólia Tyranids e Orks teriam levado a cabo um massacre.

Os pensamentos de ambos foram cortados pelo barulho ensurdecedor das turbinas da Thunderhawk. Um bólido negro sem nenhuma identificação cruzou o céu sobre as cabeças de ambos acionando as retro turbinas e diminuindo a velocidade de aproximação. O pouso suave levado à efeito pelos pilotos em nada denunciava a tremenda velocidade com que a nave singrava os céus ainda a pouco. De alcovas nas laterais da doca de aterrisagem surgiram servidores que avançaram em direção à Thunderhawk conectando cabos de inspeção automatizada e dutos de reabastecimento. A nave deveria estar sempre pronta pra partida.


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Enquanto Fastus e Tirus se aproximavam as portas de desembarque da espaçonave abriram-se com um chiado, som do ar escapando das travas hidráulicas, pouco depois da escuridão do compartimento interno surgiram Space Marines vestidos em armaduras pretas identificadas apenas pelo =][= da inquisição e pelo braço esquerdo pintado de prata e pelo adorno do símbolo da inquisição repousando sobre a ombreira esquerda. Diferente da armadura de Fastus, recém polida e consagrada besuntada de óleos e ungüentos destinados a aplacar a agradar o espírito da armadura, a armadura dos recém chegados mostrava claramente as cicatrizes e marcas características que apontavam que aqueles marines estiveram em batalha a pouco tempo.

“Artemeon” saudou formalmente o Inquisidor.

“Lorde Inquisidor” respondeu o Space Marine que desembarcava a frente dos demais enquanto tocava o peito de sua armadura com o punho direito cerrado. Diferente de Fastus, que originalmente pertencera aos Imperial Fists e como outros daquele capítulo tinha a pele do rosto marcada pelos anos de serviço ao Imperador, Artemeon havia sido enviado pelo capitulo dos Blood Angels a pouco tempo para servir na Deathwatch e, como outros de seu capitulo, possuía feições apolíneas, porém a beleza e proporcionalidade, bem como o ar jovial e ainda imaculado, de seu rosto haviam sido arruinados para sempre. Ainda que parcialmente recoberto por pele sintética, do tipo aplicada em spray para efetuar curativos rápidos no calor da batalha, era possível perceber onde um projétil havia penetrado o lado esquerdo do rosto do Space Marine, na altura da maçã, e saído do lado direito, possivelmente destroçando a mandíbula que só era mantida no lugar pelo curativo. O ferimento certamente justificava a estranheza da voz do Space Marine.

“Orks em Lyra presumo eu” continuou o Inquisitor apontando para o rosto do recém chegado capitão e reconhecendo o estrago dos rudimentares projetis empregados pelos Orks.

“Sim” repondeu Artemeon tocando o rosto em frangalhos com o indicador e dedo médio da mão direita, como se até então não tivesse tomado total consciência da extensão do ferimento “O espaço porto de Lyra foi atacado senhor. Uma enorme Waaagh espalha-se pelo planeta saqueando, destruindo e matando o que quer que cruze seu caminho. São como bestas sem cérebro até o momento”.

“Nenhum Warboss os lidera?” perguntou surpreso o capitão Fastus que até o momento apenas acompanhava a conversa.

“Pelo contrário meu irmão. São pelo menos três agindo em Lyra. Talvez seja justamente essa a causa da falta de coordenação dos ataques. Assim que esses brutos passarem a agir em concerto, e não tentando suplantar os feitos marciais uns dos outros, temo que teremos grande problemas com eles, porém, ao menos por hora, temo que os Orks sejam o menor dos problemas a aparecer em Lyra Senhor”.

“Damian Gruss, eu presumo?” continuou o Inquisidor.

“Não Senhor... O traidor... O traidor em Lyra é o general Sulla Senhor” respondeu ainda incrédulo o capitão da Deathwatch.

“Sulla um traidor? O homem é um general condecorado, herói de centenas de campanhas... Sulla... tem certeza capitão?” foi a resposta consternada de Tirus.

“Infelizmente Senhor. Ao entrarmos em órbita fomos saudados por uma mensagem enviada por Damien Gruss. A mensagem advertia sobre a traição de Sulla e pedia que redirecionássemos para o espaço porto onde Damien e uma parcela da população tentavam resistir aos ataques de Sulla e suas tropas. Foi essa mensagem que salvou a nós bem como às forças tarefas enviadas pelos capítulos dos Dark Angels, Blood Angels e Salamanders. Se houvéssemos desembarcado nas coordenadas enviadas por Sulla em sua mensagem pedindo por socorro teríamos sido emboscados pelas forças renegadas e certamente dizimados enquanto desembarcávamos. Sendo assim nosso desembarque se deu nas imediações do espaço porto, justamente a tempo de defendê-lo da Waaagh enquanto os civis eram evacuados”.

“Orks e um traidor em Lyra... Tyranids e Orks em Mirella...Segundo Tribachus forte presença de renegados em Marmoria... Xenos por aliados...A situação parece ir de mal a pior” disse Tirus, uma vez mais conversando mais consigo mesmo do que com seus interlocutores.

“Senhor” interpelou Artemeon.

“Algo mais Artemeon?”.

“Sim Senhor... O Daemon Prince Maggot. Enquanto as forças Imperiais contra atacavam a Waaagh Ork Maggot e seus seguidores nos atacaram pela retaguarda causando pesadas baixas, entre elas o Baneblade “Garra de Yarrick” destruído pelo próprio Maggot... A destruição causada pelos seguidores de nurgle só foi contida pela providencial intervenção da Deathwing e...”Artemeon fez uma pausa como se inseguro sobre como prosseguir seu relatório.

“Continue” requisitou Tirus transpirando autoridade em seu tom de voz.

“... Da legião dos Amaldiçoados senhor...Em nosso momento de maior necessidade eles apareceram no campo de batalha... sua presença foi confirmada no sistema” finalizou Artemeon.

“A legião dos Amaldiçoados... a situação é ainda pior que imaginávamos... Venham”. Apressadamente Tirus rumou para o espaço porto sinalizando para que os Space Marines o seguissem. Havia muito a decidir e chamados a serem transmitidos para os outros Ordos. Aparentemente passava da hora da Inquisição trazer seu martelo para Tamitzaa.
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Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 23 May 2011, 15:46

Lyra – Tamit I
Ruínas do Espaço Porto.

+++

Acocorado sobre uma das gárgulas sobreviventes no topo da torre de controle em ruínas o operativo V5743 do Oficio Assassinorum, Templo Vindicare, observava a movimentação das tropas renegadas.

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Semanas haviam se passado desde a grande batalha pelo controle do Espaço Porto. As forças ainda leais ao Imperador haviam evacuado a maioria dos civis e deixado o planeta à sua própria sorte. Desde então ninguém havia retornado para contestar o domínio do traidor, Demethrius Sulla, sobre o planeta. V5743 havia sido propositalmente deixado para trás. As últimas ordens do comandante da força tarefa a que fora vinculado, Irmão Capitão Artemeon, haviam sido bastante claras: “Mate o traidor ou morra tentando!”. Assim seria.

Nem toda a população local havia sido evacuada. Não houve tempo. Nos últimos instantes da batalha um grande número de orks conseguiu infiltrar-se atrás das linhas imperiais e fazendo uso de explosivos conseguiu destruir o portão. A carnificina que se seguiu só terminou através da intervenção do demoníaco lorde de Nurgle. Sob suas ordens os sobreviventes do ataque perpetrado pelos orks foram entregues às tropas renegadas de Sulla. Pouco depois os orks e os seguidores de Nurgle haviam deixado o planeta.

Desde então as ruínas do espaço porto tornaram-se uma espécie de acampamento para as forças do general renegado. Sempre escondido V5743 pode observar quando os renegados começaram a construção do que parecia ser um fosso, ao menos no inicio. Desde então a construção havia se transformado e agora se assemelhava a um altar dedicado aos demoníacos deuses do Chaos.

V5743 havia se mantido ocupado. Esgueirando-se evitando a detecção pelas patrulhas do inimigo o assassino havia se concentrado única e tão somente na execução de sua tarefa mas até agora o general renegado não havia dado o ar de sua graça mas algo estava para mudar.

De sua posição privilegiada o Assassino podia ver que a movimentação pelo campo estava diferente hoje. Logo ao amanhecer um batalhão de tanques havia sido perfilado,como se para inspeção, desde então diversos soldados dedicavam-se ininterruptamente a desfigurar todas as efígies imperiais que adornavam os veículos. Outros pareciam preparar o altar demoníaco para algo dedicando-se a aspergir por toda a superfície do mesmo um liquido viscoso que parecia aos olhos de V5743 uma mistura de sangue e excrementos.

Algo definitivamente estava para acontecer...

+++
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Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 15 Jun 2011, 20:28

Mirella – (Tamit II).
“Las Estrelas”.

“MERDA!” Exclamou o Lorde Inquisidor ao derrubar sobre o felpudo tapete vermelho sob seus pés a garrafa contendo o pouco que sobrara de amasec. Aquela era a segunda garrafa da noite mas a queda da mesma deveu-se muito mais ao estado de espírito do Inquisidor do que ao seu estado de intoxicação.

Enquanto um servidor apressadamente recuperava a garrafa derrubada e se esforçava, inutilmente, para evitar que o liquido vertido manchasse o caríssimo carpete thraxiano, Tirus voltava sua atenção para a causa de seu sobressalto. Sobre a mesa o comunicador portátil empregado pelo Inquisidor e por aqueles ao seu serviço dava sinal de vida. Os protocolos de autenticação exibidos na tela indicavam que um dos operativos do Oficio Assassinorum a seu serviço iniciava comunicação.

Os protocolos de autenticação eram emergenciais. Algo muito sério havia motivado esse contato.

+++

Órbita do planeta Ultione (Tamit VI)
Ponte de comando do “Danação Eterna”.

A enorme tela mostrava apenas estática.
Pelo menos quatro, era impossível ter certeza, membros da tripulação jaziam em pedaços aos pés de Karax dos Word Bearers. Impassivel ele observava a tela enquanto outro dos tecno-savants renegados se aproximava.

“E então lacaio?!” Perguntou Karax transparecendo sua impaciência no tom de voz.

“Mestre...” Começou reticente o tecno-savant “...estamos experimentando ainda certa dificuldade em estabelecer contato... as tempestades e explosões solares se intensificaram nas últimas horas interrompendo o fluxo das...” o discurso embaraçoso foi interrompido pela voz que emanava da tela, onde subitamente formou-se uma imagem. Aproveitando a deixa o tecno -savant apressou-se para sair do alcance de seu senhor.

“Salve lorde Karax! Carrasco dos nove mundos! Destruidor da basílica de Pinatos! Degolador de Atrhox!...”.

Na tela agora funcional um homem gordo com farto bigode e cabeleira negros envergando vestes da Guarda Imperial ainda adornadas por diversas medalhas e comendas cumprimentava com pompa o Lorde do Chaos levantando sua mão direita espalmada até a altura da testa num antigo gesto de saudação terrano. Ele continuou:

“Eu, Alto General Demethrius Sulla, triplamente condecorado pela defesa em Valtus III! Excelso pretor! Águia do Imperador! Vos saúdo ...”

“Maldito seja seu Imperador e todos aqueles que o seguem humano” Interrompeu Karax mostrando todo seu desdém e repúdio com uma cusparada no chão.

“Mil perdões meu Lorde!” Continuou Sulla “Mil vezes amaldiçoado seja o Imperador e seus asseclas. Os cães imperiais tiveram sua lição. Fugiram amedrontados ante nosso poderio...”.

“Chega!” Interrompeu Karax uma vez mais. Seu catarro ainda fervilhava corroendo parcialmente o piso de metal da espaçonave “Não me importo com os pifios resultados de sua última contenda com os servos do imperador leproso. Diga-me como estão os preparativos humano?”.

“Está tudo pronto meu Lorde..." Respondeu exultante o general renegado "Muito em breve daremos inicio à cerimônia... Neste minuto os prisioneiros estão sendo trazidos para o altar...” continuou Sulla enquanto gesticulava mostrando atrás de si os prisioneiros, em sua maioria civis que não conseguiram escapar assim como alguns dos defensores do espaço porto capturados com vida todos ostentando sinais de que foram violentamente brutalizados no curto periodo de cativeiro, eram conduzidos em direção ao altar construído de acordo com as especificações dos feiticeiros à serviço de Karax.

Com um aceno de sua mão Karax ordenou que a comunicação fosse interrompida. O humano servira ao seu propósito e assim não havia mais porque dar ouvidos às suas asneiras ou choramingos. Havia sido fácil corrompê-lo. Promessas vazias que apelaram ao senso marcial frustrado do General e ao descontento do mesmo com sua nova posição em Lyra. E como Sulla havia de provado um verdadeiro açougueiro ao lançar-se com sofreguidão sobre seus outrora aliados. Menos de um terço dos homens sob o comando do Princeps Maximus Damien Gruss haviam escapado ao primeiro ataque de Sulla e destes apenas uma ínfima parcela havia conseguido escapar juntamente com os defensores de Lyra. O planeta fora banhado em sangue e era hora de derramar as últimas gotas para que todo esse sangue transbordasse pensava Karax.

“Finalmente” murmurou para si mesmo o Lorde do Chaos mal conseguindo conter a satisfação daquele momento.

+++
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Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 25 Jun 2011, 17:57

Planeta Lyra – Tamit I.

“Permissão para engajar o alvo senhor!” A voz do irmão Ateon soou uma vez mais através do comunicador. Mesmo a uma considerável distância era como se Ateon estivesse ao lado de Hercun. A impaciência do Space Marine que solicitava permissão para efetuar seus disparos transparecia em sua voz.

“Permissão negada irmão Ateon. Aguarde até que os ritos de ativação do sinalizador sináptico estejam concluídos!” Respondeu o irmão sargento Hercun “Ithan precisa de mais alguns minutos para apaziguar o espírito da máquina e convencê-lo a nos ajudar”.


“Senhor, solicito uma vez mais permissão para engajar o alvo. Tenho o general traidor em minha mira” insistiu Ateon através do comunicador.

“Você vai respeitar a cadeia de comando irmão... Ou esmigalharei seu crânio por essa insubordinação... Desligo”. Hercun respondeu com firmeza pondo fim à conversa com o Space Marine. Era imperativo que ele e seus Death Dealers aguardassem a finalização dos ritos de ativação ou não teriam números para enfrentar os hereges renegados sob comando de Demethrius Sulla, mas, ainda assim ele conseguia entender o anseio de seus comandados em engajar o inimigo em franco combate.

Doze ciclos haviam se passado desde que diversos times do capitulo dos Death Dealers haviam sido inseridos em Lyra. Eles haviam chegado tarde para auxiliar na evacuação e na batalha pelo espaço porto, mas inimigos do império abundavam no planeta. Desde então os Death Dealers sistematicamente combateram grupamentos de Orks deixados para trás quando a força principal desses xeno deixou o planeta em perseguição aos Salamanders e Blood Angels.

Em inúmeras oportunidades os Orks foram combatidos pelos próprios Death Dealers porém após terem sofrido algumas baixas a ordem foi transmitida para que os Death Dealers empregassem um trunfo que até então guardavam à sete chaves: Tyranids à serviço do Império!

Fazendo uso de sinalizadores sinápticos os Death Dealers conseguiram impor alguma medida de controle sobre organismos Tyranid, substituindo a influência da Hive Mind por uma sinapse artificial induzindo os Tyranid a atacarem os Orks com grande sucesso.

Essa tática seria posta em ação uma vez mais. Xsavirus, mestre do capitulo, havia dado a ordem e a honra de inserir o sinalizador sináptico no acampamento das forças renegadas do general Sulla e assim colocar um fim ao traidor.

“O sinalizador está pronto irmão sargento” soou a voz metálica do Techmarine Ithan “Suas ordens senhor?”

“Ative o sinalizador Ithan” Ordenou o sargento dos Death Dealers “Irmãos é hora de levar a justiça do Imperador aos hereges... Ataquem! Os fortes caem mas não cedem!”

Seguindo a ordem do sargento os Space Marines posicionados no entorno do acampamento abriram fogo e avançaram em direção às forças renegadas. Era importante causar o maior número de baixas e dano possível e avançar no mais curto espaço de tempo. Os organismos Tyranid seguiriam o ataque dos Space Marines, incitados pelo sinalizador sináptico, e terminariam o serviço surpreendendo os renegados.

Os marines continuavam avançando em direção aos hereges. BOOM, BOOM, BOOM soavam os bolters em uma sinfonia de destruição. O avanço era fácil e a resistência oferecida pelos soldados renegados da Guarda Imperial era risível. Os Space Marines avançaram até a fileira de tanques estacionados no perímetro interno do acampamento.

“Cargas de melta Irmãos! Duas por tanque, timer de 30 segundos para que as explosões não destruam os Tyranids” As ordens de Hercun foram cumpridas com rapidez e num átimo os marines avançavam novamente. 30 segundos após deixarem a posição as quimeras e os Leman Russ estacionados explodiam como sóis em miniatura. Os Space Marines continuavam avançando em direção a uma estrutura não reportada pelos batedores.

“Que estrutura é essa irmão Ithan?” inquiriu Hercun enquanto se ajoelhava e com a mão esquerda sinalizava para que seus Space Marines aguardassem.

“As imagens orbitais não mostravam essa estrutura dois dias atrás senhor... As leituras do Auspex estão confusas...”.

“EIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRGH”

Um grito de dor e fúria interrompeu as comunicações dos Space Marines. No segundo seguinte o planeta Lyra e toda vida sobre ele deixou de existir enquanto Tamit varreu toda a superfície do planeta com uma torrente de chamas. Lyra estava morto.
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Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 23 Aug 2011, 03:14

Planeta Mirella – Tamit II.
Povoado abandonado ao sul de “Las Estrelas”.

De pé em meio aos prédios devastados e aos organismos Tyranid que se dedicavam a consumir todo resquício de biomassa presentes no recente campo de batalha os dois Farseers aguardavam a chegada do líder Mon’Keigh enquanto observavam os resquícios da recente batalha entre estes e os TAU ativos no setor.

Aparentemente isolados do contingente Eldar que os escoltava os Farseers almejavam deixar claro para os Mon’Keigh que sua presença ali não representava qualquer ameaça. Eles haviam vindo em paz e era imperativo que isso fosse reconhecido de imediato.

Eles estavam a caminho. Os Mon’Keigh eram muito óbvios. Os motores de seus transportes soavam ruidosos à distância. Faltava-lhes refinamento... finesse. Quem sabe com mais alguns milênios de evolução.

A coluna de veículos parou tão logo os Farseers foram avistados. À distância o enorme Land Raider e os Predators e Rhinos que o acompanhavam certamente avaliavam o potencial ofensivo dos dois Farseers.

“Permissão para engajar Farseer?” Soou o comunicador auricular de Ma’a-Lik.

“Permissão negada” respondeu o Farseer “nós viemos conversar com os Mon’Keigh”.

As visões de El’Drak Ulthrum haviam sido bastante claras. Para que houvesse uma chance de salvar todo o sistema e impedir que os planos colocados em curso pelos seguidores do grande inimigo tivessem sucesso era imperativo que as forças empenhadas na defesa do sistema deixassem de lado suas diferenças e trabalhassem em uníssono. Era por isso que estavam aqui. Os Mon’Keigh tinham que entender, tinham que sobrepujar sua própria natureza belicosa e trabalhar em concerto com os Eldar para salvar todo o sistema.

“Eles vão entender” falou Ma’a-Lik inconscientemente dando voz aos seus pensamentos.

Mais alguns minutos se passaram antes que o Land Raider voltasse a se mover. O veículo deixou a companhia dos demais e avançou sozinho em direção aos Farseers estancando sua trajetória a poucos metros dos dois Eldar.
As portas dianteiras do Land Raider se abriram com o ruído característico de ar escapando de um ambiente pressurizado. Num átimo quatro dos Mon’Keigh, Space Marines como eram chamados pelos Mon’Keigh inferiores, desembarcaram armas apontadas diretamente para os dois Farseers .

Para os Eldar os Mon’Keigh eram todos iguais, uma raça inferior de primatas ignorantes. Os Space Marines, no entanto eram diferentes. Embora compartilhassem o mesmo código genético dos Mon’Keigh inferiores estes haviam sofrido manipulação em seu genoma tornando-se física e mentalmente superiores em todos aspectos, mas não menos estúpidos ou propensos à violência. Eram perfeitas máquinas de guerra, mas não mais que isso, posto que não conheciam outra vida senão a batalha.

Era com esses Mon’Keigh que os Farseers vinham negociar uma trégua.

O comandante Mon’Keigh desembarcou por último. Transpirava sua arrogância e o profundo desgosto por estar ali na presença de dois “xeno” como eles se referiam aos Eldar. Sua armadura dourada era opulentamente adornada assim como as armas que ostentava ostensivamente, duas descomunais manoplas de combate, como era comum nos lideres Mon’Keigh e em especial no grupo dos Mon’Keigh ao qual este exemplar pertencia: Os Blood Angels.

++Digam o que querem psykers malditos++ Soou a voz ríspida e metálica do líder Mon’Keigh através dos magnificadores do voz embutidos em seus capacete ++Esta trégua termina assim que eu finalizar a transmissão à Lorde Dante de sua mensagem++

“Não viemos entregar qualquer mensagem tolo Mon’Keigh” respondeu Ma’a-Lik na pobre e deselegante língua Mon’Keigh “Nossa intenção é avisá-los acerca do que está por vir e das terríveis conseqüências de não enfrentarmos o verdadeiro inimigo agindo neste sistema”.

++Loucura! Vocês verdadeiramente esperam que o Império e seus servos se curvem aos feitiços e truques mentais de um de nossos mais ardilosos inimigos? Estou perdendo tempo valioso aqui, tempo que deveria empregar caçando os malditos TAU ou mesmo feiticeiros Eldar como vocês++ vociferou o comandante Space Marine ++Eu sou Manus dos Blood Angels e tenho como uma afronta pessoal a minha honra ter de me sujeitar a ouvir a língua imperial ser dessecrada por um maldito xeno++

“Ouça atentamente minhas palavras maldito Mon’Keigh e deixe que seus superiores julguem como agir já que obviamente seu restrito intelecto não permite que você entenda o que se passa aqui” redargüiu asperamente Ma’a-Lik “Um poder antigo está em ação neste sistema, forças leais aos deuses do chaos buscam sacrificar toda vida do sistema para a glória de seus mestres e somente unidos teremos chance de atrapalhar seus planos...”.

++Já ouvi o suficiente++ respondeu o Mon’Keigh enquanto virava as costas para os dois Farseer e com a mão direita tocava seu capacete na altura da orelha ++Transmitam à Lorde Dante um registro da conversa com os Xeno++ Enquanto embarcava no Land Raider o Space Marine se voltou uma vez mais para os Eldar apontando com o indicador direito ++Vocês tem um minuto para deixarem este lugar++ concluiu ele.

“Não ...” irrompeu furioso Ma’a-Lik avançando em direção ao capitão Space Marine e tentando alcança-lo com a mão estendida. Foi contido pelas mãos firmes de El’Drak Ulthrum que o contiveram segundos antes que os quatro Space Marines abrissem fogo.

++Embarcar++ soou a voz do capitão Mon’Keigh vinda do interior do enorme transporte no que foi prontamente atendido pelos quatro Space Marines.


“Vamos”
disse solenemente El’Drak denunciando uma leve tristeza em seu tom de voz enquanto o Land Raider retornava lentamente em marcha reversa em direção ao restante do contingente Blood Angel, armas apontadas para os Farseers “Os Mon’Keigh nos atacarão em breve... temos pouco tempo” sentenciou o Farseer ancião.


Sabendo que os Blood Angels atacariam em breve El’Drak Ulthrum conjurou psiquicamente imagens da unidade de Eldar Guardians e da unidade de Eldar Rangers que os acompanhavam à distância bem como projetou uma imagem de Ma’a-Lik. O engodo era simples mas permitiria que os dois Farseers se colcoassem em segurança antes do inicio das hostilidades bem como ganharia tempo valioso para que os Eldar se posicionassem para o inevitável combate.

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Os Blood Angels, surpreendidos pela súbita aparição de tantos soldados inimigos tão próximos de suas linhas optaram por uma inserção mais conservadora no campo de batalha ocupando o canto nordeste próximo às ruínas de um antigo templo imperial.

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Finda a utilidade de suas ilusões El’Drak Ulthrum as dissipou revelando o verdadeiro posicionamento das duas unidades no lado Eldar do campo de batalha.

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Os Blood Angels não perderam tempo ao perceber que as tropas primeiramente avistadas eram ilusões e avançaram em direção ao inimigo. O Land Raider avançou em direção ao objetivo próximo das ruínas do templo enquanto o Esquadrão de Assalto avançou pela borda leste do campo de batalha buscando ocultar-se do inimigo atrás do enorme organismo Tyranid que ocupava boa parte do flanco leste.

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Ainda sem alvos a unidade de Eldar Guardians contentou-se em consolidar sua posição de forma dominar o objetivo central próximo aos destroços de um veículo civil Mon’Keigh.

Os Blood Angels continuavam avançando assim como os reforços começaram a chegar no campo de batalha. Um Esquadrão Tático recém chegado avançou sob a proteção do Land Raider, enquanto que uma unidade de Devastadores adentrou o campo de batalha sob a proteção das ruínas do templo. Um Land Speeder avançou velozmente pelo flanco leste ultrapassando o Esquadrão de Assalto e ocultando-se atrás do organismo Tyranid.

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Os primeiros reforços Eldar surgiram na forma de um Falcon transportando uma unidade de Fire Dragons e de dois Wraithlords. O Falcon avançou em direção ao centro do campo de batalha dando suporte aos Eldar Guardians enquanto que os Wraithlords avançaram pela lateral do prédio em ruínas ocupado pelos Pathfinders e Ma’a-Lik no intuito de proteger o flanco ameaçado pelo avanço do Esquadrão de Assalto e do Land Speeder. Alguns tiros foram disparados em direção ao inimigo e as baixas inicias foram sofridas pelo Esquadrão de Assalto Blood Angel.

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Uma vez mais reforços aportaram no campo de batalha vindo dar suporte ao contingente Blood Angel. Desta feita dois capelões e um predator avançaram em direção ao inimigo. O Esquadrão de Assalto, intimidado com as baixas sofridas anteriormente recuou buscando a segurança atrás do organismo Tyranid. O Predator recém chegado e o Land Raider abriram fogo contra o Falcon inimigo sem causar qualquer avaria mais séria. O abalo sofrido pelos disparos somente impediria que o Falcon disparasse no turno seguinte.

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No centro do campo de batalha a primeira unidade de Guardians continuava a ocupar os destroços do veículo civil.

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Logo mais reforços Eldar aportaram no campo de batalha. No flanco leste El’Drak e seus Dire Avengers avançaram e desembarcaram da Wave Serpent enquanto uma segunda unidade de Guardians avançava para lhes dar suporte. Partindo para a ofensiva o Fancon avançou em direção ao Land Raider inimigo desembarcando a unidade de Fire Dragons que transportava.

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Sem demora os Eldar abriram fogo contra o inimigo. No flanco leste os Dire Avenegrs removeram definitivamente a ameaça do Esquadrão de Assalto Blood Angel enquanto os Fire Dragons removeram da existência o milenar Land Raider deixando em seu lugar uma cratera fumegante ocupada pela Death Company que seria abatida impiedosamente à seguir pelos certeiros tiros dos Pathfinders. Os Guardians ao centro abriram fogo contra o Predator imobilizando-o com um disparo certeiro da bright lance.

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Um novo Land Speeder, desta vez pilotado por ensandecidos marines da Death Company, avançou pelo flanco leste certamente no intuito de dar suporte ao primeiro Land Speeder. O Predator imobilizado abriu fogo contra o Falcon que pairava em sua frente destruindo uma de suas armas. Os Space Marines, enfurecidos com a destruição do Land Raider, uma milenar relíquia do capitulo, abriu fogo contra os Fire Dragons eliminando a todos com exceção do Exarca, que corajosamente recusou-se a fugir diante da saraivada de tiros do inimigo.

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Os Eldar, sentindo que os Blood Angels receavam em avançar movimentaram-se para tentar abater o maior número possível do inimigo. O Falcon reposicionou-se de forma a escapar da linha de tiro do predator e pronto para alvejá-lo em sua armadura lateral, mais vulnerável.

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O Exarca dos Fire Dragons, último remanescente de sua unidade, percebeu uma oportunidade única: O líder inimigo que até então avançava sob a proteção do enorme Land Raider estava em campo aberto. Sem pestanejar o Exarca avançou na direção do inimigo visando diminuir a distância entre ambos colocando o capitão Space Marine no alcance de sua arma letal.

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Os Warithlords avançavam para dar suporte ao ataque, um pelo centro, e outro em direção ao flanco leste onde abateu o primeiro Land Speeder.

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Sozinho o Land Speeder da Death Company seria alvejado pela Wave Serpent e pelos Dire Avengers que acabaram abatendo o Speeder inimigo numa saraivada de shurikens.

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No momento mais dramático do turno, senão do jogo, o Exarca Fire Dragon mirou o comandante inimigo.
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Abatendo-o com um tiro certeiro de sua firepike. Nem mesmo a armadura, os campos de força, ou a natureza sobre-humana do capitão foram suficientes para salvá-lo. Tudo que restou foi uma poça fumegante de ceramita derretida.

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Desmoralizados com a perda de seu general restou aos Blood Angels vingá-lo abatendo impiedosamente o Exarca Fire Dragon com uma saraivada de disparos de bolter sob a vista do Wraithlord que avançava, mas nada pode fazer para salvar o valoroso guerreiro.

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Com o espírito destroçado, apesar de terem sobrevivido relativamente incólumes ao combate, os Blood Angels retiraram-se do campo batalha, duramente conquistado em ferrenho combate com os TAU dias antes, deixando para os Eldar os espólios de guerra.

Sentado sobre as escadas na entrada mesmo edifício em ruínas que ocupara desde o inicio do combate Ma’a-Lik observava a debandada dos Blood Angels. Os Eldar haviam vencido. Mas a que preço?
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Re: Bem vindo a Tamitzaa!

Postby Gereth » 12 Sep 2011, 19:32

Planeta Nimbus – Tamit IV.
Strata - Doca XXVIII de propriedade de Diedral Farandas.

Todos eles haviam sido convocados. Todos os membros da 1ª falange, mesmo os que haviam conseguido um passe para o ciclo, estavam presentes na doca naquele momento.

Enquanto imagina o porquê de tal convocação, Hermovitus 1º sargento da 1ª Falange Austral, fiscalizava com um olhar de soslaio os soldados sob eu comando. Todos os cinco estavam perfilados e aguardavam seu próximo comando.
A vida de um soldado nunca era fácil, mas os soldados que compunham a Falange Austral, o exército pessoal do Barão do Vácuo Diedral Farandas, não tinham muito do que reclamar. A atuação dos mesmos se limitava a guarnecer as docas de embarque do poderoso Rogue Trader e, eventualmente, escoltar uma carga importante até um dos entrepostos imperiais . Nada complicado ou perigoso. Tudo isso mudara alguns ciclos atrás.

Algo estava errado com a estrela do sistema, Tamit, diziam homens mais estudados que ele. Para Hermovitus tudo o que importava era que ele e seus soldados haviam sido lançados no olho de um furacão. Tão logo começaram as explosões solares a população de Strata lançou-se com sofreguidão aos saques e à balburdia. Os adeptus arbites tinham as mãos cheias contendo os civis e coube aos homens da Falange Austral defender os interesses de seu empregador. Assim, todo e qualquer civil que se aproximava de uma das docas de Barão do Vácuo era impiedosamente abatido. Essas eram as ordens, cabia a Hermovitus segui-las.

“Matar civis não é atribuição de um soldado” diria o sargento antes dos saques na doca XIII. O ataque ocorrera um ou dois dias após a primeira erupção solar, quando boa parte dos sistemas eletrônicos haviam sido derrubados pelo fluxo energético oriundo de Tamit e os sistemas redundantes não haviam se re-estabelecido. Os primeiros civis surgiram em pequenos grupos, assustados, eles buscavam informação e proteção e Hermovitus e seus comandados procuravam auxiliá-los como lhes era possível. Os pequenos grupos condensaram-se em uma multidão que logo se converteu em uma turba ensandecida. O sargento e seus homens se defenderam como possível, mas não foi o bastante. Dos 40 homens sob seu comando apenas 15 sobreviveram para ver o amanhecer. Nenhum civil sobreviveu.
Desde então Hermovitus e seus homens haviam sido rotacionados entre as diversas docas de propriedade do Barão do Vácuo, reforçando aquelas prestes a serem atacadas conforme os informes do serviço de inteligência do Barão. Afinal de contas eles haviam se tornado muito bons em abater civis.

“UÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓMMMMMMMMMMMMM” Ecoou um sinal dos amplivoxes por toda a doca demandando a atenção dos homens.

“1º Sargento Hermovitus” soou a voz metálica nos amplivoxes “apresente-se imediatamente com seus homens ao deck de aterrissagem nove” a voz continuou a pedir a atenção dos soldados presentes mas, a essa altura, Hermovitus e seus homens já estavam correndo em direção ao deck de aterrissagem de número nove.

+++

Planeta Nimbus – Tamit IV.
Strata – O palácio de propriedade de Diedral Farandas.

“A carga vale mais do que a vida de todos os soldados regimento” disse o homem alto e magro enquanto caminhava rapidamente pelos suntuosos corredores do palacete. Suas vestes, fabricadas com os mais finos tecidos, exalavam nobreza e farfalhavam enquanto ele andava “Ela deve ser recuperada de imediato... antes que qualquer outra força imperial se dÊ conta desua importância” continuou sem diminuir o passo.

“Ò Lorde do vácuo, nossas forças são requisitadas por toda Strata e já não conseguem nem ao menos proteger vossos armazéns” foi a resposta do serviçal enquanto media cada uma de suas palavras de sorte a não desagradar seu mestre.

“Que se danem os armazéns Vigo!!” Respondeu Diendral Farandas parando de caminhar e voltando-se para encarar o serviçal que até então estivera em seu encalço “Os Salamanders deixaram o planeta e logo os Ultramarines farão o mesmo... eles vagam por todo o sistema perseguindo honra e glória ignorando os pedidos da população local. Eles foram derrotados em Nimbus e essa é uma afronta ao tolo senso de honra por eles nutrido. Logo não haverá um planeta tampouco armazéns a serem defendidos... A carga perdida é um presente meu aos Astartes... ela asseguraria que eu tivesse sua atenção por tempo bastante para garantir a escolta das naves designadas para extrair do sistema tudo o que tem alguma importância... sem os Astartes seremos um alvo fácil... entende agora porquê é imperativo recuperá-la?”.

+++Senhor ? Parte de nossos homens está sendo requisitada pela Inquisição. Uma de nossas falanges acaba de partir sob o comando do Lorde Inquisidor Xerxerius. Um segundo Inquisidor ruma neste instante para vosso palácio+++ soou o vox comunicador auricular de Farandas.

+++Envie-os homens remanescentes imediatamente então!!+++ respondeu impaciente o Barão do Vácuo “Vigo assegure-se que minhas ordens sejam cumpridas e nossos homens sejam enviados para recuperar o que é meu AGORA!!! ... Aparentemente tenho um encontro com a Inquisição”.

+++

Planeta Nimbus – Tamit IV.
Strata – Jardins de Ébano.

Hermovitus parou diante do container marcado com o selo e insígnias do Barão do Vácuo Diendral Farandas. Com a mão direita ele amparava o coto mutilado de seu outro braço enquanto era ele mesmo amparado por seu segundo em comando.

A emboscada armada pelos renegados havia sido violenta, e o preço pago em homens havia sido alto demais. Tão logo desembarcaram do Arvus que os trouxera até ali a unidade de Hermovitus foi alvejada pelas lasgun dos traidores camuflados em meio aos destroços da nave abatida e das batalhas anteriores naquele lugar. Havia mais que renegados da Guarda Imperial, os hereges se fizeram acompanhar por outros traidores: marines renegados da Black Legion. Somente a oportuna intervenção do Lorde Inquisidor e um grupo da Guarda Imperial à seu serviço evitou que todos na missão fossem mortos.

Não havia tempo de esperar ninguém, Lorde Inquisidor ou não Xerxerius poderia demorar em sua caçada aos renegados fugitivos, cabia ao sargento e seus homens extrair o que quer que tinham vindo buscar e deixar essa parte da cidade antes que os renegados tivessem tempo de reagrupar e contra-atacar. O maldito transporte orbital havia sido abatido justamente no pior ponto da cidade, atrás das linhas inimigas. “Abram o container” ordenou o sargento.

Um sopro de ar gelado irrompeu do container assim que suas travas foram violadas. Hermovitus se aproximou para ver o que se ocultava no interior. Fracamente iluminado pelas luzes internas do container um único criotubo de contenção ocupava o container. Além das costumeiras travas o tubo era circundado por grossas correntes que emanavam uma fraca luminescência. Em seu interior era possível discernir uma grande sombra humanóide oculta atrás da nódoa de gelo. Uma única plaqueta de metal identificava o conteúdo do tubo. Nela era possível ler “=][= Traitoris Extremis – Malek =][=”.

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