Os Corvos Não Têm Paz

Seção destinada à postagem de estórias criadas pelos usuários ambientadas em qualquer dos universos ficcionais da GW.

Os Corvos Não Têm Paz

Postby Clayton2009 » 27 Nov 2009, 14:06

Ae pessoal.
Dentro em breve vou colocar mais uma participação no Fluff. Como o nome pode sugerir será sobre os Space Marines, pra ser mais exato os Blood Ravens.
Até breve.
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby IronLich » 27 Nov 2009, 15:20

Esperamos ansiosos, meu chapa!
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby Clayton2009 » 27 Nov 2009, 17:37

OK vocês pediram e aqui vai ela:

Diário do Scout Marine Tenal Zir
2º Companhia dos Blood Ravens – Missão : Infiltração e vigilância das atividades do Império Tau.
Data da missão : M41 445


Início do relato do dia :
Atividade do Império Tau confirmada no quadrante. Segundo as ordens recebidas, não devo atirar ou fazer qualquer movimento suspeito que possa chamar a atenção. Nos últimos quatro dias, várias naves de transporte da classe Orca tem trazido drones de construção e as obras da base Tau estão em ritmo avançado. Confirmada a presença de pelo menos duas patrulhas de Fire Warriors bem armadas.
Devo retornar e relatar o fato à Companhia que no momento está oculta no interiro da selva do planeta. Minha posição atual não é mais segura. Não devo arriscar uma transmissão, sob pena de tê-la interceptada.
Fim do relato.


Ao cabo de algumas horas, Tenal chegou ao seu território sendo recebido pelo seu capitão, Nehil Vidya, o qual solicitou imediatamente um relatório.
Scout, informe ! - ordenou o capitão.
Atividade Tau confirmada - Relatou Tenal Zir - Obras prosseguem em ritmo avançado e há grande desembraque de tropas. Movimentação de equipamento pesado e construções do Quartel General e alojamentos do guerreiros praticamente concuídas. Sensores de monitoração e escuta sendo instalados. Senhor, não é mais segura a posição de observador, pois já há patrulhas fazendo ronda em perímetros cada vez maiores.
O capitão ficou preocupado com tamanha movimentação neste planeta. O Império Tau não era um adversário esperado neste tipo de mundo, um mundo feral. As florestas eram densas, o ar úmido demais e muitos terrenos alagados com todo o tipo de criaturas venenosas.
Alguns dias antes um esquadrão fora atacado por um bando de criaturas anfíbias que disparava uma secreção corrosiva de suas bocas, várias armarduras foram danificadas e algumas armas foram também afetadas.
Qual a razão do Tau estar neste mundo? De qualquer modo, os Blood Ravens estavam prontos para eles. Uma estratégia bem aplicada do Capítulo foi esconder a Ominis Arcanum e sua frota atrás de uma das luas do planeta, para dificultar a detecção da sua presença.
Na superfície foram deixadas em pontos próximos a segunda e terceira Companhias, separadas por uma distância que poderia ser vencida em duas horas de marcha.
Librarian, gritou o capitão – Reuna os homens e o Capelão para a prece ao Imperador. Vamos atacar amanhã ao nascer do sol!
A noite transcorreu em polvorosa. 01 Land Raider já estava a postos junto com 02 Predators equipados no modo destructor. As tropas já verificavam seus armamentos. Entretanto, um dos scouts disparou um tiro com seu rifle de precisão. Tenal Zir acabava de abater a primeira vítima do dia.
O que significa isto? - gritou um sargento veterano.
Acabo de abater uma unidade infiltrada – afirmou o scout. Eles já sabem da nossa presença senhor.
No posto de comando um techmarine alertou :
- Interceptamos a transmissão do batedor Tau, Capitão. Eles já sabem da nossa posição atual e estão vindo nos atacar. Contato estimado em 90 minutos.
Last edited by Clayton2009 on 01 Dec 2009, 17:22, edited 1 time in total.
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby PauloCavalcanti » 27 Nov 2009, 18:16

Bacana Cara..

Cadê o Frúfi dos seus LIzardmen??

Já montou, vamos jogar? :twisted:
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby Clayton2009 » 27 Nov 2009, 19:04

PauloCavalcanti wrote:Bacana Cara..

Cadê o Frúfi dos seus LIzardmen??

Já montou, vamos jogar? :twisted:


Calma Homi! :D
Eu tõ na fase de pintura dos calango do templo.
O grande problema é que eu tô precisando de um dia de 36 horas, porque de 24 "num tá dando"! :lol:
Assim que eu terminar, jogaremos!
Aguarde mais capítulos.
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby Vyster » 28 Nov 2009, 13:44

FOR THE EMPEROR!! :D
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby Clayton2009 » 01 Dec 2009, 12:08

A BATALHA VAI COMEÇAR

Ao contrário do que podia parecer, a missão dos Predator e do Land Raider não era fazer incursão alguma no interior daquele mundo pantanoso. Na realidade era mais para guarnecer o perímetro da base com artilharia pesada, uma vez que os veículos dos Space Marines eram pesados demais para avançar em uma selva tão densa.
O Império Tau possuía veículos que deslizavam como o Devilfish ou o Drone Harbinger, entrtanto, estes tinham limitações para um combate em mata fechada, em função da densidade da selva. A luta seria travada ao estilo antigo de infantaria contra infantaria. Mais uma vez as tropas provariam seu valor.
Na base Tau o comandante passava as suas ordens finais:
- Pelo bem maior, nós vamos expulsar aqueles humanos abjetos, que são incapazer de compreender a luz dos nossos ensinamentos. Que tipo de criaturas primitivas idolatram um Imperador que, segundo relatos da nossa inteligência, vive encarcerado em seu próprio palácio?? Agora, líderes de esquadrões, vamos atacar em ondas sucessivas. Usaremos as unidades infiltradas próximo à base deles e vamos atacá-los primeiro. Depois os Kroot atacarão corpo-a-corpo, e poderão se banquetear com os despojos deles. Por fim vamos desferir um único golpe com todas as nossas tropas e vamos aniquilá-los.
Por sua vez o capelão pregava aos Marines :
- Pelo primarca desconhecido, pelo nosso imperador, hoje vamos varrer deste planeta esta escória alienígena ! O Imperador nos protegerá! Vamos lutar, vamos guerrear, vamos vencer!
Nesse meio tempo a base terceira companhia, ainda não detectada pelo Tau, acompanhava tudo em silêncio. As ordens foram dadas antes de deixar a Omnis Arcanun desta forma: Silêncio absoluto nas comunicações entre as Companhias e a Nave. Era um bocado estranho este papel de espectador.
Enquanto isso, no espaço, atrás de uma das luas do planeta, a Ominis Arcanum monitorava tudo espreitando como um fera à procura da sua próxima refeição. Graças a um sensor plantado na superfície do satélite, todas as atividades eram monitoradas, inclusive a localização da nave-mãe Tau.
O Mestre do Capítulo a tudo assistia da ponte de comando, junto com o Librarian Senior. Nada escapava à sua análise.
- Mestre Nelius, estamos monitorando as transmissões do Tau e eles irão nos atacar na base da segunda Companhia - informou um dos marines na ponte de comando.
Nelius calmamente analisou a informação e secamente respondeu:
- A terceira companhia já está ciente do fato. Ela desceu no planeta com uma bagagem enorme de sensores de escuta e rastreamento. Eles já estão se posicionado para um contra-ataque .
A terceira companhia era uma das mais experimentadas em combates ferozes. Não tinha medo de inimigo algum e possuía em seu corpo os mais valorosos marines, entre eles um jovem sargento chamado Gabriel Angelos. Este sargento possuía uma capacidade de liderança sem paralelo. Ele comandava um grupo de 09 marines com vários armamentos, incluindo um plasma cannon, cujo potencial destrutivo era temido até mesmo pelas hordas do Caos.
O próprio Gabriel Angelos disparara certa vez um plasma cannon contra um tanque predator do Caos. O resultado foi um brilho cegante quando o veículo foi alvejado seguido do derretimento instantâneo de toda a área frontal. É desnecessário dizer qual foi a sorte dos seus ocupantes. O grupo em questão eram os Worls Bearers. Desse dia em diante os Blood Ravens, em particular esta companhia, era uma força a ser temida ou pelo menos respeitada pelo Caos.
A segunda companhia era muito conhecida pelo seu mix de combate, tanto com armas de média e longa distância como pelo seu uso de heavy bolters para dar poder de fogo maciço contra tropas numerosas. Eles usavam os blindados como um poder de fogo adicional para defesa do perímetro. Para um inimigo desavisado, era um convite irresistível para atacar, mas na verdade era a isca de uma armadilha mortal na grande maioria das vezes.
Uma característica dos Blood Ravens em combate é nunca sair para um ataque, mas estudar o movimento do adversário e desferir um contra-ataque demolidor. Alguns capítulos como os White Scars ou Ultramarines julgam que isto seria covardia, não se engajar primeiro na luta. Entretanto, o contragolpe já estava pronto, somente aguardando o momento certo para ser desferido.
Ao amanhecer todos estavam a postos para o combate. O Tau mandara inicialmete batedores e guerreiros furtuivos para matar alguns marines . Quando a camuflagem parecia perfeita, um gurpo de quatro guerreiros usando roupas de camuflagem caiu instantanemente morto. Eles haviam sido detectados pelas sondas crânio e abatidos por um grupo de 04 snipers com seus rifles. O elemento surpresa acabara.
O comandante Tau, visivelmente iritado bradou:
- Todas as unidades , ataquem já!
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby Vyster » 01 Dec 2009, 18:11

By the Emperor we will win (já decorei todas as falas dos Space Marines do jogo WH40k DoW huahauha)! Eu quero ver o Capitão Davian Thule :lol: ! Ta ficando legal seu fluff amigo calango!
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby Clayton2009 » 02 Dec 2009, 02:14

Davian Thule diz :"Who stands with me, shall be my brother" :D
Legal que tenha gostado!

P.S : Esse avatar é da Companhia dele a 2ª Cia. que ao destruir a casa dos Necrons no jogo DOW - Dark Crusade, adotou o lema Victory Over Death (Vitória Sobre a Morte). ;)
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Re: Os Corvos Não Têm Paz

Postby Clayton2009 » 02 Dec 2009, 19:24

SANGUE, LAMA E FUMAÇA

Com o fim do elemento surpresa, Sha’s Ter (o comandante Tau) não teve outra alternativa senão tomar a iniciativa de modo agressivo. Uma estranha sensação de confiança se apoderava da sua mente, de forma bem dissimulada, mas progressiva. O líder espiritual já havia alertado para este tipo de sensação e da ruína iminente que ela poderia acarretar.
Entretanto, o calor da batalha que se iniciara trouxe Sha’s Ter ao mundo real. Um mundo pantanoso, calorento e úmido onde a carnificina mais uma vez reinava.
Do lado dos Blood Ravens a batalha também era encarniçada. Os Kroot Carnivore haviam atacado e matado vários marines, entretanto, o esquadrão de assalto, especializado no combate em proximidade, ceifou muitas vidas do inimigo. Um grupo de 45 Kroot fora dizimado quase totalmente por 15 marines utilizando espadas de serra e Power Axe. Isso sem contar com os tiros dados à queima roupa pelas bolt pistols.
A segunda onda foi avassaladora. Os Fire Warriors estavam com suas armaduras reforçadas e adaptadas para o clima sufocante. O único problema era com relação aos circuitos de mira dos rifles, que estavam sendo afetados pela umidade excessiva. Nesse caso cada guerreiro só podia instintivamente mirar e disparar.
Os Space Marines procuravam se entrincheirar na mata e atirar seus projéteis numa verdadeira saraivada. Próximo ao acampamento havia uma espécie de clareira bem ampla. Um esquadrão totalmente novo se posicionara lá e em instantes deflagrou um ataque devastador. Esta unidade possuía 10 marines, sendo 04 deles armados com heavy bolter. As quatro armas pesadas apenas esperaram o avanço dos guerreiros Tau e deflagraram uma verdadeira chuva de projéteis.
O que ocorreu em seguida foi um verdadeiro massacre. Numa primeira carga, 65 Fire Warriors foram mortos pela verdadeira chuva de projéteis. As granadas dos outros marines da unidade completaram o trabalho.
Apenas uma hora havia transcorrido e uma nova onda veio com força total. O Capitão, prevendo um desastre, pois suas forças estavam dispersas, bradou:
- Recuar e reagrupar! Compactar formação !
Anos de treinamento intensivo fizeram com que a ordem fosse cumprida imediatamente e de forma rápida e ordenada. Então puderam compreender a natureza da ordem: O inimigo estava atacando na proporção e cinco para um!
Como um grande problema nunca vem só, um veículo Devilfish conseguiu passar pela mata fechada. Uma carga de explosivos foi disparada como uma torrente, matando pelo menos 25 marines. Entretanto o piloto do veículo não viu quão próximo chegou do Land Raider. A última coisa que ele viu foi um clarão que entrou no veículo. A bateria de lascannon do tanque dos marines fulminara-o.
Por mais alguns minutos o frenesi prosseguira, sendo que as forças do Tau, percebendo que a vitória não viria tão facilmente, decidiram recuar.
O silêncio começara a reinar na paisagem. Entretanto, o cheiro de morte começava a empestear o ar.
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